segunda-feira, 16 de abril de 2018

Uma pequena pena branca balançando no ar...



Uma pequena pena branca balançando no ar...


                     Não tinha prestado atenção. Absorto em meus pensamentos não vi a pena branca voando em minha direção. Era pequena, muito pequena e o vento calmo do momento fazia dela sua diversão só porque ela era pequena, dócil e fácil de manusear. Fiquei olhando e ela parecia bailar no ar. Pairava como uma pluma feita de ar balançando em minha frente tentando atrair minha mente...

                     Tentei não olhar para ela. Tinha questões a resolver. Segunda Feira brava, contrariedades e contratempo do meu tempo que sempre adiei e nunca quis fazer. Fechei os olhos... Ela passeou levemente acariciando minha tez e subiu de novo como a dizer que ia partir. Olhei para ela... Firme... Queria perguntar o que queria de mim. Sabia que não ia falar, nem mesmo podia decidir. Só o vento para mostrar que era seu amo e senhor.

                    Ah! Se meu problema fosse uma pequena pena branca perdida no ar... Vi meu transporte se aproximando. Continuei a olhar a pena solta no ar. Ah! Lembrei-me de Fernando Pessoa: - Ás vezes ouço o passar o vento, e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido... E a pena levada pelo vento no ar?

                  Levantei, caminhei até o ponto. Olhei para trás e a pena sumiu. Foi levada pelo vento. O Chofer me olhou de esguelha... Vai? Pensei em não ir, procurar a pena que o vento levou. Relutante subi, sorri não vi a pena solta no ar, mas meu transporte estava cheio de lobinhos, aqueles adoráveis azulões que espantados me olhavam sem saber quem era eu... Era somente um velho Escoteiro, de uniforme e chapelão!

Nota - Alô, bom dia! Olá, como vai você? Um olhar bem amigo, um belo sorriso e um aperto de mão? Pois é, e a gente fica sem saber como e porque, neste dia bonito, se sente feliz e sai a cantar uma alegre canção! Vem comigo? 

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