terça-feira, 31 de julho de 2018

Lendas da Jângal. A lenda do Pica pau amarelo.



Lendas da Jângal.
A lenda do Pica pau amarelo.

— Que significa aquela gaiola vazia lá fora, com um letreiro: “Aqui mora o Pica Pau Amarelo da Felicidade”? O Escoteiro respondeu, sorrindo: — É preciso ter a gaiola vazia para encontrá-lo e para possuí-lo verdadeiramente. Só se pode possuí-lo em liberdade, porque ele pertence a todos! Os demais escoteiros ponderaram: — Temos a certeza que o encontraste, porque o vemos em ti! Ao que ele replicou: — Se quiserem, posso ajudar-vos a encontrá-lo, também… Uma história para contar aos lobinhos.

               ... Era uma vez, uma Lobinha que gostava de cantar. Não era uma cantora nata, mas ela sabia que cantando sempre poderia ter um momento de paz, pois em sua casa sua mamãe e seu papai viviam a brigar. Nas reuniões ela se sentia triste ao ver suas amigas contando histórias de seus pais e ela não podia contar nada, pois não tinha boas histórias para contar.

                Uma vez saindo da reunião, viu um homem vestido de branco com um chapéu enorme na cabeça também branco e parecia estar descendo a escada de uma nuvem do céu. – Olá Lobinha, ele disse sorrindo. Ela disse olá, mas sabia que não devia conversar com ninguém quando estivesse sozinha. Sua mãe lhe disse isso e seu pai exigiu. – Ele demonstrando ser um homem de paz perguntou: - Voce conhece a Lenda do Pica Pau amarelo da felicidade? – Ela balançou a cabeça dizendo não. – Linda Lobinha, pois vou lhe contar... “Se alguém um dia encontrar o Pica pau amarelo da felicidade, será uma pessoa realmente muito feliz”.

                 - A Lobinha o olhou com maior atenção e ele continuou: - Foi em um tempo muito antes das chuvas de verão, que um escoteiro percorreu as montanhas da sua cidade querendo encontrar um Pica pau amarelo. Andou, caminhou, acampou em busca dos seus sonhos. Quando o encontrou o prendeu na gaiola de ouro que construíra. Encantado esqueceu-se de suas reuniões e da escola ficando a admirar a ave, mas ele parecia infeliz. Não comia nada e tudo que ele colocava para ela não queria parecendo muito infeliz.

                 Passou-se três dias e o escoteiro receoso de que o Pica pau viesse a morrer de fome, soltou-o. Mas ele não voou tão logo se viu solta. O escoteiro pensou que ele deveria estar fraco demais para voar. Mas não, ele voou até um galho de um pé de manga do seu quintal e se mostrava feliz. Ele o Pica pau começou a emitir um pio suave e continuo: - Tuit... Tuit... Tuit! – Não se sabe como aquele pio singelo começou a ressoar no íntimo do escoteiro. De coração aberto, ele desejou saber o que ele dizia e pensou: - Seria uma alucinação? Um sonho? Foi então que o pio começou a tomar sentido. Agora ele já entendia o que o Pica pau queria dizer. 

                 Fez um silencio profundo, ouviu a voz do vento e um sussurro piou no seu ouvido dizendo: - A felicidade para que exista você tem de ser livre. Agora que já me ouviu e me conhece, eu te pertenço para sempre. Quando quiseres me encontrar, vista seu uniforme, ponha sua mochila e vá encontrar-me na clareira da montanha. Assim poderemos ficar juntos todos os dias que puder. Mas olhe escoteiro, para que tudo isto aconteça, me arranjes um cantinho eu teu coração e ali me alimentes de AMOR! E assim você poderá ouvir outra vez o entoar do meu canto de felicidade!   

                 O escoteiro espantado viu o pássaro voar rumo ao por do sol. Sentiu uma pontada no coração e sua vida mudou. Toda sua Patrulha e sua tropa notaram sua transformação. Ele passou a cantar e sorrir em todas as horas. Seu cantar de tão lindo atraia a atenção dos amigos e amigas escoteiras. Parecia uma onda de felicidade e todos se sentiram bem quando ficavam perto dele.

                 Só nas horas distantes, quando ficava sozinho ele silenciava. Todos sabiam que nesses momentos ele visitava a clareira da montanha, e junto ao Pica Paul Amarelo se reabastecia de fé, de luz de alegria. Um dia toda a tropa se reuniu e lhe perguntaram: - O que significa aquela gaiola vazia lá no seu quintal com aquela placa colocada na porta dizendo: - Aqui mora o Pica pau Amarelo da felicidade?

                 O escoteiro sorrindo lhes disse: - É preciso ter a gaiola vazia para encontrar o pássaro que mora ali e assim saber que para possuí-lo ele precisa estar em liberdade. Ele meus irmãos escoteiros pertence a todos. – Os escoteiros fitavam-no com atenção.

                 Um deles, um Monitor poeta falou em nome de todos: Sabemos meu amigo e irmão escoteiro à certeza que você o encontrou, porque vemos em seus olhos, vemos em você e no seu sorriso! – Ele sorrindo respondeu: - Olhe meus irmãos escoteiros um dia quando quiserem e desejar ter seu pássaro da felicidade eu poderei com a maior alegria ajudá-los a encontrar em seus sonhos para ser feliz como eu!

                 Conta-se que a Lobinha de tanta felicidade sentiu que pela primeira vez seu papai e sua mamãe também passaram a sorrir com ela!

Baseado no conto: - O Pássaro Azul da Felicidade!





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