domingo, 4 de março de 2018

Coisas da vida... Ela era apenas uma amiga...



Coisas da vida...
Ela era apenas uma amiga...

- Ela não foi rude. Nada disso. Disse que não apreciava o que escrevia. Preferia passar longe dos meus contos, das minhas histórias. – Chefe! O escotismo não é assim! Deveria argumentar? - Perguntei por quê. – Preferiu se esquivar. Insisti perguntando se ainda era minha amiga virtual, respondeu que sim, mas que o escotismo dela é outro. Devia ter ficado calado, mas insisti novamente: - Não somos do mesmo sangue tu e eu? Ela riu. – Badenianos minha amiga!

- Ela me pediu desculpas e nada mais respondeu. Não me lembrava de quanto tempo éramos amigo aqui. Vez ou outra dava sinal de vida. Não era frequente. Mas quantas e quantos são assim? São milhares que nos procuram não se explicam mantem-se no anonimato. Entendo cinco mil a comentar seria demais. Nem eu mesmo daria conta ou dar um sinal de curtir.

- A culpa é minha. Afinal é uma estrada de mão dupla. Ela me lê e eu também deveria ir a sua página ler e saudar. Me sinto culpado. Mas são tantos! Deveria escolher alguns? Deveria dizer a eles que acompanho o que escrevem? Não é do meu interesse se não for é interesse de quem?

- Acredito que foi o que escrevi para ela quando me perguntou por que não escrevo como os outros: - Minha resposta foi simples:

- Sabe minha amiga escoteira, eu escrevo sonhos, escrevo poesias, escrevo “escoteiro”. Minhas escritas tem uma pitada de saudade, um gosto de quero mais, pelo menos assim eu penso. Não escrevo nada a seco, não sou um professor professante de um colégio qualquer. Tenho sempre uma nota musical para que entendam o que quero dizer.

- Dizem que escrevo escotismo com sentimento, com sal, alho e uma pitada ardente de uma pimentinha para fazer alguém sorrir. Porque deixar de lado os amigos, as estrelas, a lua o sol e meu sonho de dormir em volta de uma fogueira? Não, nunca irei escrever escotismo letrado. O meu é amado para sempre lembrado e se quiser e gostar tudo que eu escrevo estou oferecendo a você!

- Nunca mais me escreveu. Se foi ou então no anonimato ainda lê o que agrada eu não sei. Uma pena. Poderia ouvir melhor o que ela tinha a dizer. Quem sabe poderia abrir um túnel no meu cérebro e dar a luz que preciso para mudar. São coisas da vida, coisas do Facebook, coisas que por não olharmos de frente, sentir a respiração, o olhar não conseguimos entender!

Nota – Mesmo não estando presente, mesmo não dizendo a que veio, sua amizade é muito importante para mim. Se prefere ficar na berlinda, sem comentar sem nada dizer, saiba que tenho por você muito respeito. E um dia quem sabe não aqui, mas lá no outro lado do mundo eu terei a honra de apertar sua mão e dizer: Meu amigo, minha amiga, foi um orgulho e uma honra conhecer você!

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