quarta-feira, 21 de março de 2018

Contos de fogo de conselho. As qualidades de cada um.



Contos de fogo de conselho.
As qualidades de cada um.

                        O Pioneiro Roy Brown tinha o dom e a facilidade criar uma história em poucos segundos. Sempre surpreendia a todos com um novo conto. Após um esquete da patrulha Coruja onde se contou a história de um escoteiro que se achava melhor que os outros, Roy Brown pediu a palavra ao Monitor da Touro que era o responsável e o animador do Fogo de Conselho. Escoteiros! – Ele disse. Vu contar uma história para vocês. Depois me digam o que acharam.

                         Todos adoravam seu estilo. Tinha estilo de contador de histórias e seus gestos imitavam os personagens da história. Os escoteiros adoravam e quando contava um silencio reinava e todos prestavam a maior atenção.

                       - Era um homem que vivia em uma cidade bem longe daqui, que diziam ser o protótipo da ruindade. Vivia sozinho, não tinha amigos, não permitia que passassem em sua calçada em frente a sua casa, detestava animais e quando a bola da molecada caia em seu quintal ele a furava. Isto era o mínimo das maldades que fazia.

                       Ninguém gostava dele, era amaldiçoado e execrado por todos da cidade que o conheciam. Muitos que sofreram com ele e não foram poucos diziam que quando ele morresse não haveria pessoas disponíveis para carregar o seu caixão. Nesta cidade vivia outro homem bom, simples educado e simplório no trato com os demais. Tinha uma peculiaridade, ou melhor, um vicio em acompanhar todos os enterros que ali ocorriam e no cemitério tinha o hábito de antes do caixão baixar ao tumulo, enaltecer as qualidades do falecido.

                     Aconteceu que um dia, o homem ruim que todos não gostavam morreu. O zunzum correu por cada rua, por cada boca, por cada comadre e na praça até apostas eram feitas. - Por quê? Diziam os faladores que não haveria quatro homens para carregar o seu caixão. Interessante que o enterro do homem ruim foi o mais concorrido da cidade. Surpresos queriam saber o que ouve. Logo foi explicado. Foram porque queriam ouvir o que o homem bom teria a dizer para enaltecer das qualidades do morto já que ninguém gostava dele.

                    O cemitério lotado esperavam a hora de o caixão baixar ao túmulo e olharam para o homem bom que elogiava e era amigo de todos esperando o que ele teria a dizer. – Um silêncio sepulcral e eis que educadamente sem elevar a voz disse: - Coitado! Ele assobiava tão bem! – Pois é ele assobiava tão bem, e agora não tenho como ouvir mais o assobio dele!

                  - Portanto meus amigos de patrulha, tiremos a lição dessa história e vamos elogiar as qualidades das pessoas que com certeza vão sobrepor os defeitos na perfeita harmonia da vida... Ninguém é tão ruim que não possa ter um lado bom.

                   No final do fogo e após a Cadeia da Fraternidade os escoteiros foram dormir pensando na história do Pioneiro Roy Brown. Afinal ninguém é tão ruim que não tenha uma parte boa de sua vida que possa ser elogiada. Sei que até hoje ninguém esqueceu as histórias de Roy Brown que era sempre convidado para os Fogos de Conselhos.

Nota – Que ninguém é perfeito a gente sabe. Que nem sempre as amizades são o que se espera também. Que nada é sempre cor de rosa idem. Mas chega um dia que mesmo sabendo que ninguém é perfeito você verá que ele é perfeito para alguém e pode até ser perfeito para você... Se souber entender!

Nenhum comentário:

Postar um comentário