sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Lendas da Jângal. Pikitito, um Grilo feliz da lagoa dos Mares. Uma história para lobinhos.


Lendas da Jângal.
Pikitito, um Grilo feliz da lagoa dos Mares.
Uma história para lobinhos.

                      Joyce sentiu quando o grilo pousou em seu ombro. Lobinha amiga dos animais plantas e insetos ela olhou de lado e sorriu. Já tinha visto muitos grilos. Gostava de ver os saltos que eles davam. Ela sabia que nem todos possuíam asas, mas tinham os melhores órgãos auditivos para perceber os sons produzidos pelas suas próprias asas. – O que vocês vieram fazer aqui? Perguntou o Grilo. Joyce riu. Um grilo falante? - Você fala? Disse ela.

                     – O grilo olhou para ela indignado – Claro, ou você acha que eu estou latindo? – Não precisa ser mal educado seu grilo – Me chame de Pikitito. Este é meu nome que meus pais me deram quando nasci. – Mas me diga o que ele e o outro estão medindo com uma trena? – Vamos fazer aqui um grande acampamento de Escoteiros. Serão mais de mil, ela disse – Nem pensar! Não podem. Neste capinzal está nossa cidade, ou melhor, nossa capital. Grilolândia está aqui a mais de mil anos. Não podem destruir nossa cidade.

                       - Veja continuou o grilo, ou melhor, Pikitito. – Aqui neste pastinho temos nosso alimento. Se vier a noite aqui vai nos encontrar almoçando e jantando. Aqui temos plantas, cereais, fungos, tecidos de lã e restos de outros insetos. – Se acamparem aqui irão destruir nossa cidade – Olhe seu Pikitito não estou duvidando, mas meu tio é um cara chato. Chato mesmo. Quando põe na cabeça um plano difícil desfazer dele. Sabe como ela se chama? Chefe João Cabeçudo.

                      – Pikitito coçou a cabeça: - Diga a ele que se não desistir vamos chamar os grilos de todo o mundo. Serão milhões, pois cada grilo femea não sei se sabe coloca mais de 100 ovos por mês. – Quer conhecer nossa cidade? Quero sim disse Joyce. O grilo disse, põe o dedo nas minhas asas e repita comigo – Pic, pok, kilo, vou para a cidade dos grilos! Mas fale o mais alto que puder. Joyce não se vez de rogada. – Depois de gritar as palavras mágicas ela ficou pequenina do tamanho do grilo, ou melhor, Pikitito.

                          A cidade era linda. Praças, chafariz, prédios enormes, escolas, universidades tinha tudo da cidade dos homens. – Nem tudo disse Pikitito. Aqui temos a paz e vocês não tem. Não precisamos de policia, nem de exércitos. Somos todos irmãos. Não é assim que dizem vocês Escoteiros? – Joyce estava entusiasmada com tudo que via. Foi apresentada ao Mestre Catuaba, que fazia às vezes de prefeito e juiz. Ao Doutor Magnésio que curava todas as dores dos grilos.

                        A maior surpresa foi quando visitou o Grupo Escoteiro Grilo Feliz. Tudo que nós fazíamos eles faziam também. Só que melhor. Uma disciplina incrível. As patrulhas completas, os uniformes bem postados, fomos até próximo da Lagoa dos Mares onde estava acampando duas tropas de grilos masculina e feminina. Próximo em uma fazenda lobinhos grilos se divertiam felizes.

                            - Me leve de volta, pediu. Meu tio tem de entender. Ok! Repita de novo - Pic, pok, poney vou para a cidade dos homens! Joyce voltou ao tamanho normal. Falou com seu tio que deu risadas – Joyce, lugar de sonhar é na cama. Aqui não. Cidade dos grilos? Só você para contar esta piada. – Tio, se não desistir do Ajuri Escoteiro aqui eles irão chamar todos os grilos do Brasil e comerão tudo que encontrem pela frente. Irão destruir todo o acampamento – João Cabeçudo morria de rir. Sua sobrinha tinha uma mente fértil.

                            – Joyce pegou na mão dele. Tio me faça um favor. Só um e não falo mais nada – Diga comigo junto – Pic, pok, Kilo!  - está bem ele disse. E gritou alto o que ela pedia. Sentiu uma pressão no corpo. Estava diminuindo. Vários grilos o carregaram até uma pedra enorme que havia no meio do lago. Milhares de grilos estava lá. Quando o levaram ele levou o maior susto. Viu embaixo uma grande cidade onde iriam acampar.

                                 Mestre Catuaba e Doutor Magnésio presidiam um júri e ao lado vinte grilos que seriam os jurados. Mestre Catuaba explicou a ele que seria julgado e se culpado e devorado pelos grilos. João Cabeçudo não acreditava no que via. Começou a gritar – A grilaiada morria de rir. Lá ele era grandão era valente aqui um chorão. – Leve-o Joyce, disse Doutor Magnésio. Ele aprendeu a lição.

                                Pic, pok, poney e eles voltaram. João Cabeçudo quando viu que voltaram pulou de alegria. Chamou seu amigo Chefe e disse que deveriam escolher outro lugar – Mas não tem terreno limpo como aqui – João Cabeçudo riu e disse – Não se preocupe. Fiz novos amigos. Eles me prometeram me ajudar para limpar a área escolhida.

                                Todos os sábados Pikitito o Grilo Feliz visita Joyce na reunião da Alcateia. Os lobos aprenderam a gostar dele. Foi uma amizade que durou muitos anos. O chefe João Cabeçudo aprendeu uma lição. Respeitar os direitos dos outros mesmo que estes outros sejam insetos. E assim termina a história.


Nota - Um dia um lobinho me disse: Chefe, conte histórias para gente grande, somos lobinhos, mas não somos tão infantis como o senhor pensa. Ban! Tudo bem escrevi uma história de terror e contei no acantonamento quando realizamos a Flor Vermelha. O lobinho que me chamou a atenção pelas minhas historias pediu, por favor, para parar. Ele estava morrendo de medo! Pois é, toda história é divertida, basta saber contar!

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