domingo, 10 de junho de 2018

Coisas da vida. E ser velho é um barato... Mora!



Coisas da vida.
E ser velho é um barato... Mora!

Muitas vezes não fazemos ideia do que vai acontecer quando chegarmos à terceira idade. Alguns escrevem que ela é sinal de vivência, de maturidade e as TVs mostram clubes de idosos praticando exercícios físicos, outros são laureados por atingirem 90 anos e ainda sorrindo e caminhando, mas esquecem que tem outra realidade. Aquela que só vemos nos idosos que estão junto a nós. A verdade é que se tivermos feito uma vida cheia de alegrias, cuidando do nosso corpo, evitando vícios que muitos não conseguem ficar sem, então podemos atingir uma idade em que as doenças mais comuns podem ser evitadas.

Dizem que começamos a nos preocupar quando passamos a conferir nos jornais ou mesmo naqueles que são noticias por ter ido para o outro lado da vida. Principalmente se são pessoas famosas. – Morreu com quantos anos? Qual a média da morte nos idosos? São centenas de perguntas. Com a chegada da velhice, é que começamos a nos preocupar com a saúde de uma forma mais intensa. Qualquer sintoma é motivo de visitas ao médico (se for pelo SUS então vai ter que esperar), pois algumas doenças mortais ocorrem com mais frequências nos idosos.

Alguns geriatras dão nomes as mais comuns que aparecem na terceira idade e é hora da corrida para evitá-las. - Doença cardiovascular, Doença Cerebrovascular (AVC), hipertensão arterial, câncer, diabetes tipo 2, doença de Parkinson, mal de Alzheimer, doença pulmonar obstrutiva crônica, osteoarstrite, osteoporose, cataratas, perda de audição e tantas outras comuns na idade avançada. Costumamos ver amigos que se despedem da gente, muitas vezes mais novo e vamos ficando e só Deus sabe até quando. De uma coisa eu sei, não é fácil estar com uma delas ou outra qualquer sobrevivendo o dia a dia tentando manter alegria, e rindo das coisas da vida... Da velhice!

- Muitos dos meus amigos já partiram. Da minha Patrulha só resta um. Parece que eu vou primeiro que ele. Continuo ficando por aqui neste planeta e nem sei até quando. Tem dia que dá vontade de fechar os olhos e só abrir quando o sol nascer em outra dimensão. Mas não é assim tão fácil. Somos culpados pelo que fazemos, mas é Deus quem define o final da vida. Desde pequeno quando entrei para ser lobinho aos seis anos e meio que me mantive na ativa, andando, correndo, montando barracas aqui e ali, pedalando, fazendo jornadas, escapando para o alto de uma montanha ou cortando madeira (hoje não pode mais) com uma machadinha e gritar bem alto: - Maaddeeiraaaa! Infelizmente esqueci do cigarro que só fui deixar com 45 anos.

Ainda insisto mesmo sem poder nas minhas escritas. Muitos me dizem que elas são ultrapassadas, fora de época e nem sempre levadas em consideração. Concordo, mas mesmo ficando na dúvida se elas são uteis ou não, não posso parar. Minhas forças se esvaem, ideias vão se perdendo. Já não tenho o vigor de Sherazade nos contos das mil e uma noite. Esta é a minha escolha para continuar vivendo, fazendo escotismo que amo, pois como disse aquele Chefe: - Moço, tu nem grupo têm, nem registro, fica aí dizendo o que eu devo fazer? Pois é... Pois é... O que responder para ele? Dizer filho aguarde quando ficar como eu faça essa pergunta a você mesmo!

- São coisas da vida. Para ele ainda não tenho uma resposta. Tem dia que acho que não irei encontrar a próxima noite ou a madrugada. Continuo acreditando que enquanto ainda poder pensar ter os dedos firmes este será o meu exercício para continuar minha sina escoteira que enfrento desde menino. Esses tempos, que não são velhos tempos não me dão mais tempo para saber quanto tempo ou rumo irei tomar. Persisto enquanto tiver a mente viva, vou no caminho a seguir, fazendo meu nó de frade, ajudando alguém com o aselha ou o Balso pelo seio e se aparecer algum sinal a evitar evito, se aparecer algum obstáculo salto. A trilha está pronta, a barraca está armada em algum lugar. Sei onde é o meu lugar, mas não vou parar de seguir a trilha do meu destino até que um dia possa encontrar o “Voltei ao Ponto de Reunião”! Desculpem, obrigado por tudo!

Nota – Meus amigos e irmãos escoteiros, a vida passa e a gente também passa com a vida. Estou em dívida com muitos que curtem e principalmente com os que comentam meus escritos por não dar um alô, um muito obrigado ou mesmo um curtir. Está muito difícil postar e difícil seguir a todas as publicações. Será assim agora daqui prá frente e sei que vão entender. Mas lembrem-se, meu muito obrigado sai do coração, meu sempre alerta da minha alma. Abraços fraternos.

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