quarta-feira, 20 de junho de 2018

Histórias de Fogo de Conselho. A arte do bom conselho.



Histórias de Fogo de Conselho.
A arte do bom conselho.

                       Era um acampamento de cinco dias. Após a cerimônia de bandeira e a entrega das bandeirolas de eficiência do dia, o Chefe Conrado pediu a Jerônimo que após o tempo livre do almoço o procurasse. Jerônimo era o monitor da Tigre. Fazia um ano que tinha sido eleito. Quatro patrulhas acampadas. Todas com sete membros. Mas desde a chegada a patrulha Tigre estava se distanciando das outras. Os patrulheiros pareciam se adaptar a serem sempre os últimos. Jerônimo não. Ele sabia dos problemas da patrulha, mas não tinha forças para resolver.

                     Jerônimo chegou ressabiado na barraca da chefia. Deixou Valério o sub no comando. Laurindo o cozinheiro sabia o que ia fazer para o almoço. Procurou o chefe Conrado. Sempre Alerta chefe! Monitor da Tigre se apresentando. Sempre Alerta Jerônimo! Sente-se. Jerônimo sentou no banco em frente à barraca do chefe. Eles tinham seu campo separado. Faziam suas mesas, seus toldos e a própria comida no seu fogão suspenso. Eram três, mas sempre cozinhavam para eles. Jerônimo tinha grande admiração pelo Chefe. Nunca encontrou um adulto como ele nem seu pai.

                       Chefe Conrado entrou logo no assunto. Tem conversas que não podem ser adiadas. - Meu amigo, sua patrulha estava ficando para trás. Desde que chegamos nem o terceiro lugar. Alguma coisa que eu não saiba? Jerônimo abaixou a cabeça. Olha chefe, o senhor me conhece. Não gosto de reclamar. Tentei tudo com o Mário Júlio. Até comentei mês passado com o senhor. É um bom escoteiro. Entusiasmado. Lê tudo que aparece de escotismo. Mas está apático. Não presta atenção. Neste acampamento quase não ajudou a patrulha. Fica olhando os pássaros, tentando saber o que dizem. Pega seu caderninho e anota. Agora deu para correr atrás das borboletas. Disse que quer saber onde dormem.

                            Entendi Jerônimo. Acho que esta deve ser a causa. Porque não pensa em alguma coisa? - Já pensei chefe. Conversei, falei disse se ele queria outra função que não escriba e nada. - Vamos fazer uma coisa, posso sugerir? Disse o chefe Conrado. - Claro que sim chefe. - Bem, faremos o seguinte, hoje tarde tinha um jogo de ataque e defesa. Meio forte. Vou mudar. Faremos um sobre a “busca da Borboleta Dourada”. A patrulha que conseguir desenhar e descrever o maior número de borboletas e saber imitar pelo menos cinco pássaros será a campeã.

                        Não precisamos dizer quem ganhou. O Patrulheiro Mário estava todo orgulhoso. Era o que ele gostava. No dia seguinte a patrulha Tigre empatou com as demais. Não ganhou a eficiência geral no ultimo dia, mas não fez feio. Dai para frente nunca mais ficaram em último lugar. O patrulheiro Mário Júlio mudou da água para o vinho e a patrulha mudou com ele.

                       Muitas vezes temos as soluções simples para um problema complexo. Basta pensar e ver como será o resultado. Se for o que se pretende ponha em Prática. Apitar, formar, jogar e palestrar é fácil, qualquer adulto faz isto, mas o chefe escoteiro tem de ir muito mais além. Assim como os monitores devem conduzir sua própria patrulha, o chefe também deve saber como conduzir seus monitores e sua tropa.

“Conduza com o próprio remo a sua canoa” Não foi isto que disse Baden-Powell?

Nota - É pelo esforço que nos, fortalecemos, e pelo esforço que alcançamos o êxito. É no esforço de lidar com uma dificuldade - com um sorriso nos lábios. São Jorge foi um exemplo de esperança. Disse ele: - “Quando te deparares com a muralha lisa e nua da dificuldade, lembra-te: apesar de à primeira vista parecer muito alta, uma observação mais atenta pode revelar-te fendas e irregularidades graças às quais conseguirás superá-la; e, mesmo que não possa ser escalada, aposto dez para um em como é possível contorná-la”. Baden-Powell

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